Este estudo qualitativo investigou o cuidado familiar de pessoas idosas com doença de Alzheimer no sul do Brasil, evidenciando que o cuidado é majoritariamente exercido por mulheres, de forma informal e com elevada sobrecarga emocional, física e financeira. Os resultados mostram abandono ou redução da vida profissional, conflitos familiares, sofrimento psíquico, isolamento social e custos elevados associados ao cuidado. As narrativas revelam invisibilidade social, ausência de apoio estatal efetivo e reprodução de desigualdades de gênero. Conclui-se que o cuidado domiciliar só é sustentável quando apoiado por políticas públicas, redes de suporte e reconhecimento do cuidado como direito social.
This qualitative study investigated family caregiving for older adults with Alzheimer’s disease in southern Brazil, showing that care is predominantly provided by women, informally and with high emotional, physical, and financial burden. The results indicate abandonment or reduction of professional life, family conflicts, psychological distress, social isolation, and high costs associated with caregiving. The narratives reveal social invisibility, lack of effective State support, and the reproduction of gender inequalities. It is concluded that home-based care is only sustainable when supported by public policies, support networks, and recognition of caregiving as a social right.