A cultura do nascimento como evento biomédico e a violência obstétrica: vivências e resistências

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

A cultura do nascimento como evento biomédico e a violência obstétrica: vivências e resistências

Ano: 2019 | Volume: 5 | Número: Especial
Autores: M. C. da Cunha, A. A. Veleda, J. M. Teles, D. F. Coelho
Autor Correspondente: A. A. Veleda | [email protected]

Palavras-chave: nascimento, violência obstétrica, violência contra às mulheres, cultura, humanização do nascimento.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo propõe-se conhecer as informações recebidas por mulheres durante o período gravídico-puerperal que reforçam a cultura do nascimento como um evento biomédico e que possibilitam a perpetuação da violência obstétrica. Colaboraram seis mulheres, as quais foram entrevistadas em seu domicílio, sendo suas falas gravadas e transcritas. Utilizou-se a análise temática de Minayo. As informações foram organizadas na categoria: “Público versus privado: percepções sobre os serviços de saúde”. Os relatos trouxeram elementos culturais que influenciaram as vivências das participantes, fossem como protetivos e de resistência aos maus-tratos. Concluiu-se que a vivência de gestar e parir parece sofrer influência dependendo da instituição e dos profissionais que participaram das trajetórias destas mulheres. O setor privado pareceu estar mais propenso a intervir nas experiências de parto, aumentando as intervenções e a atuação médica e diminuindo a autonomia das mulheres, enquanto o setor público, apesar de dificuldades na mudança de paradigmas, apresentou-se menos intervencionista e com maior potencial para mudanças.