Este artigo discute os usos da memória e da cultura em torno dos agentes
históricos que realizam a festa de Nossa Senhora do Rosário, em Silvianópolis, Minas
Gerais, há mais de duzentos anos. Usando narrativas orais, compreendemos o festejo como
parte da cultura dos homens e mulheres desse municÃpio. As memórias dos depoentes são
aqui analisadas como expressões de diferentes tempos vividos, experimentados individual e
socialmente, que nos levam a pensar a festa como uma tradição atualizada e ao mesmo
tempo em transformação, que se constitui nas experiências sociais diversas, instituindo um
campo de memórias atravessado pelos conflitos de classe, que nos conduzem a outras
histórias.