O aumento de episódios de violência extrema em escolas brasileiras, especialmente os ataques praticados por agressores ativos, tem provocado uma reação urgente no campo das políticas públicas. No Paraná, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) vem desempenhando papel de destaque na capacitação de profissionais da educação para intervenção imediata em crises, por meio de metodologias consolidadas no Procedimento Operacional Padrão. Embora a formação técnica seja essencial, ela não tem garantia da incorporação de práticas preventivas ao cotidiano escolar. Este artigo discute precisamente essa lacuna, como transformar treinamentos pontuais em cultura de segurança permanente. Com base em uma revisão narrativa ampliada , envolvendo literatura nacional, pesquisas internacionais, documentos institucionais e experiências práticas, propõe-se um modelo de governança sob gestão técnica da PMPR, fundamentado na avaliação periódica, no monitoramento contínuo, nas simulações regulares e no fortalecimento do clima escolar. Argumenta-se que a segurança escolar não deve ser acionada apenas em momentos de crise, mas sustentada como valor institucional e pedagógico da escola pública. O modelo apresentado enfatiza o papel estrutural da PMPR na coordenação técnica dessa política, respeitando a autonomia pedagógica das escolas e reforçando a corresponsabilidade entre Estado e sociedade.