O presente artigo procura enfatizar os conceitos de desterritorialização, de reterritorialização e
de desreterritorialização, discutidos pelo geógrafo Rogério Haesbaert em sua obra O mito da
desterritorialização, ao mesmo tempo em que se pontua essas palavras-conceitos nas etapas
percorridas pela sociedade indÃgena Kinikinawa na busca por seu território tradicional. Os
Kinikinawa, cuja autodenominação é Koinukunoen, vivem hoje na aldeia São João, Reserva
IndÃgena Kadiwéu, no municÃpio de Porto Murtinho, MS. Além dos conceitos de Haesbaert é
enfatizado o de território indÃgena utilizado, freqüentemente, em bibliografias e trabalhos de
pesquisadores que permeiam por este tema carregado de categorias simbólicas. Para finalizar,
é importante ressaltar que esse grupo indÃgena utilizou-se da Educação para retomar sua luta
pelo reconhecimento oficial no Estado e, simultaneamente, a luta para reaver as terras onde
estão enterrados os antepassados dos Kinikinawa.
The present article approachs the concepts of “desterritorializaçãoâ€, “reterritorialização†and
“desreterritorializaçãoâ€, argued by the Geographer “Rogério Haesbaert†in his work “O mito da
desterritorialização†and applying them, in the stages traversed by “Kinikinawa†indigenous
society in the search by their traditional territory. The “Kinikinawa†people, whose their selfdenomination
is “KoinuKunoenâ€, live nowadays in the “São João’s†village (Reserva IndÃgena
Kadiwéu) in the municipal disctrict of “Porto Murtinhoâ€, in the State of “Mato Grosso do Sul
(MS)â€. Over and above definitions of “Haesbaertâ€, the article mentions the concept of indigenous
territory used frequently in bibliographies that guides investigators’ works in this subject,
charged of symbolical categories. This indigenous group used Education, as a weapon, to
retake their contest by the official recognition in the State and, simultaneously, to get back their
native lands where ancestors are buried.