Neste artigo, pretende-se discutir a tese de que determinados locais da cidade, em virtude de um longo processo de marginalização, passam a ser estigmatizados como territórios do crime, lar de potenciais criminosos. Além das políticas de segregação que são promovidas no espaço a partir dessa perspectiva, hoje é possível destacar um aprofundamento desta lógica através do movimento de confinamento espacial, que tem como objetivo “garantir” o ordenamento urbano. Destacam-se como exemplos de confinamento a militarização do espaço urbano e as medidas de encarceramento, que embora sejam movimentos distintos, compartilham alvos e práticas.
In this article, the idea is to discuss the thesis that some places in the city, that go through a long process of marginalization, are now stigmatized as territories of crime, home to potential criminals. Besides the policies of segregation social that are promoted in space from this perspective, today we can observe a deepening of this logic through the movement of spatial confinement, with objective is "guarantee" the order in the city. We use as examples of confinement the militarization of urban space and the incarceration, which although they are distinct movements, share targets and practices.