A dança e o movimento vêm sendo reconhecidos como estratégias pedagógicas potentes para promover uma educação orientada ao desenvolvimento integral, pois articulam dimensões motoras, cognitivas, afetivas, sociais, culturais e expressivas do estudante. Este artigo, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, discute contribuições teóricas e implicações didáticas do uso pedagógico da dança e do movimento na Educação Básica. Parte-se de marcos normativos brasileiros — com destaque para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) — que fundamentam a formação humana integral e o uso de múltiplas linguagens, incluindo a linguagem corporal. Em diálogo com estudos sobre Dança Educativa e com referenciais da psicomotricidade e do desenvolvimento humano, argumenta-se que práticas corporais e dançantes podem ampliar o repertório de movimentos, qualificar a comunicação expressiva, estimular criatividade, favorecer autonomia e cooperação e apoiar processos de aprendizagem em diferentes áreas do currículo. Ao final, são apresentadas diretrizes metodológicas e propostas de intervenção para o planejamento docente, enfatizando a intencionalidade pedagógica, a inclusão, o respeito à diversidade cultural e a avaliação formativa. Conclui-se que dança e movimento, quando integrados ao currículo e à cultura escolar, contribuem para uma educação que supera dicotomias corpo–mente e teoria–prática, fortalecendo experiências significativas e o protagonismo discente.