O presente artigo analisa padrões iniciais nos dados inéditos, disponibilizados a partir das eleições de 2024, sobre identidades de gênero e orientações sexuais nas candidaturas políticas de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, com aplicação de técnica exploratória de análise descritiva. Inicialmente, são discutidas as definições conceituais e debates teóricos que fundamentam o estudo. Em seguida, são apresentados e analisados os dados coletados no portal de estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sistematizados através da ferramenta Google Sheets. Os principais resultados revelam padrões tanto na composição das candidaturas quanto na omissão das informações. Observou-se que partidos situados à esquerda do espectro político-ideológico apresentaram maior inclusão de candidaturas ligadas à comunidade LGBTI+, enquanto os partidos à direita concentraram maiores registros de dados não preenchidos ou não disponibilizados publicamente sobre esses aspectos. Os achados indicam a possibilidade da presença de um viés ideológico-partidário na ocultação das variáveis analisadas, além de evidenciar a sub-representação política de identidades e orientações sexuais dissidentes. Tais elementos apontam para a necessidade de aprofundar as investigações sobre as dinâmicas institucionais e culturais que operam na invisibilização dessas candidaturas advindas de grupos socialmente minorizados
O presente artigo analisa padrões iniciais nos dados inéditos, disponibilizados a partir das eleições de 2024, sobre identidades de gênero e orientações sexuais nas candidaturas políticas de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, com aplicação de técnica exploratória de análise descritiva. Inicialmente, são discutidas as definições conceituais e debates teóricos que fundamentam o estudo. Em seguida, são apresentados e analisados os dados coletados no portal de estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sistematizados através da ferramenta Google Sheets. Os principais resultados revelam padrões tanto na composição das candidaturas quanto na omissão das informações. Observou-se que partidos situados à esquerda do espectro político-ideológico apresentaram maior inclusão de candidaturas ligadas à comunidade LGBTI+, enquanto os partidos à direita concentraram maiores registros de dados não preenchidos ou não disponibilizados publicamente sobre esses aspectos. Os achados indicam a possibilidade da presença de um viés ideológico-partidário na ocultação das variáveis analisadas, além de evidenciar a sub-representação política de identidades e orientações sexuais dissidentes. Tais elementos apontam para a necessidade de aprofundar as investigações sobre as dinâmicas institucionais e culturais que operam na invisibilização dessas candidaturas advindas de grupos socialmente minorizados