A intensificação do volume de dados digitais e o consequente acúmulo de dados inativos, denominados Dark Data, compõem um problema ainda pouco explorado de forma integrada pela Ciência da Informação: a relação entre competências interpretativas, no manejo de dados, fases negligenciadas do Ciclo de Vida dos Dados e os custos ambientais das infraestruturas que sustentam essa retenção. A partir de pesquisa exploratória de caráter bibliográfico e qualitativo, conduzida nas bases BRAPCI, SciELO e Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, com recorte temporal de 2015 a 2024, este artigo articula três eixos analíticos – Data Literacy, Ciclo de Vida dos Dados e Dark Data –, para discutir como a ausência de habilidades de interpretação e a fragilidade da fase de descarte concorrem para a expansão do armazenamento acumulativo e seus impactos energéticos. A análise indica que a Data Literacy, articulada à governança e à curadoria de dados, configura-se como dimensão central para uma agenda de sustentabilidade digital, na Ciência da Informação, em diálogo com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13.
The exponential growth in the production and storage of digital data has yielded significant advances but has also raised pressing challenges for information sustainability. This article examines how the absence of Data Literacy in the management of the Data Life Cycle contributes to the accumulation of Dark Data and to its environmental consequences. Drawing on a qualitative, bibliographic approach, the study analyzes academic and technical-scientific publications organized along three axes – Data Literacy, the Data Life Cycle, and Dark Data – in dialogue with digital sustainability. Critical analysis indicates that the absence of interpretive skills and of adequate disposal policies contributes to the unnecessary retention of inactive data, thereby increasing energy consumption and the environmental impact of digital infrastructures. By bringing together Information Science and sustainability, the article offers theoretical insights for rethinking data governance from an ecological perspective. Data Literacy, combined with responsible information management practices, emerges as essential to mitigating the environmental effects of the digital age.