Em uma perspectiva pré-republicana, o capitão do mato foi o nome de uma profissão cuja finalidade era a de capturar escravizados brasileiros. O fim oficial da escravidão no país deixou a profissão descontextualizada, porém ela pode ser ressignificada e é utilizada constantemente no debate público como adjetivo, o que evidencia interpretações sobre a dinâmica do racismo contemporâneo. Para investigar o problema, primeiramente estudamos quatro figuras públicas acusadas de ser capitão do mato, assim como suas defesas da atribuição: Fernando Holiday, Deputado Hélio Lopes, Marcelo Marrom e Paulo Cruz. Em um segundo momento, analisamos os textos que expressam e embasam os diferentes conceitos.