Decolonialidade em poemas de Conceição Evaristo e Eliane Potiguara

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Decolonialidade em poemas de Conceição Evaristo e Eliane Potiguara

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 5
Autores: Débora Francisca de Lima Thomazini, Lúcio Álvaro Marques
Autor Correspondente: Débora Francisca de Lima Thomazini | [email protected]

Palavras-chave: decolonialidade, escrita feminina, Conceição Evaristo, Eliane Potiguara

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O que se propõe neste artigo é demonstrar a decoloniadade nos Poemas da recordação e outros movimentos, de Conceição Evaristo; e Metade Cara, Metade Máscara, de Eliane Potiguara. O termo decolonial, utilizado neste artigo, será percebido como uma luta contra a colonialidade do poder, a que os povos indígenas e negros são submetidos na modernidade. A pesquisa bibliográfica e interpretativa será desenvolvida tendo como base a análise de poemas dessas duas escritoras contemporâneas, de modo a verificar em suas obras poéticas a diáspora negra e indígena, em que prevalece o protagonismo da voz feminina. Nas obras das duas escritoras estão presentes a denúncia de mais de quinhentos anos de vozes silenciadas pela violência e escravidão. Elas textualizam a realidade em torno das relações entre o colonizador e colonizado e os efeitos do colonialismo no mundo contemporâneo, que trataremos, conforme Quijano (2005), como colonialidade do poder. A escrita dessas mulheres, ancorada na ancestralidade, traz à superfície do texto a história do colonizador para destoar dessa história ao enfatizar o protagonismo da mulher negra e indígena. Há em suas poéticas uma luta pela transformação de realidades injustas e o estudo dessa insurgência nas letras dessas mulheres é pertinente ao estudo da literatura contemporânea, a inclusão dos olhares femininos de mulheres subalternizadas. Para situarmos teoricamente este estudo, utilizaremos como base, principalmente, os estudos de Quijano (2005) e Mignolo (2020).