O presente artigo investiga os desafios e as estratégias de inclusão de alunos neurodivergentes nas aulas de Educação Física, buscando compreender como as práticas pedagógicas podem promover uma participação efetiva e significativa desses estudantes. A pesquisa discute a complexidade do processo de inclusão, que vai além da simples presença física na escola e envolve a necessidade de reconfigurar atitudes, metodologias e concepções de ensino. Partindo de uma abordagem qualitativa e de caráter bibliográfico, o estudo analisa referenciais teóricos que tratam da neurodiversidade, da formação docente e das políticas públicas voltadas à inclusão. O objetivo central é identificar as principais barreiras enfrentadas pelos professores de Educação Física no contexto escolar, como a carência de formação específica, a falta de recursos e as limitações estruturais, bem como reconhecer os fatores que funcionam como facilitadores, como a colaboração entre docentes, o apoio do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o uso de metodologias ativas e adaptativas. O artigo também propõe uma reflexão sobre o papel da escola e do educador na construção de ambientes realmente inclusivos, nos quais as diferenças sejam compreendidas como potencialidades e não como impedimentos à aprendizagem. Ao final, reafirma-se a importância da formação continuada e do comprometimento coletivo para consolidar práticas pedagógicas mais equitativas e transformadoras no ensino da Educação Física.