DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA DOCENTES AUTISTAS: ANÁLISE DAS NECESSIDADES E OPORTUNIDADES EM AMBIENTES EDUCACIONAIS INCLUSIVOS

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA DOCENTES AUTISTAS: ANÁLISE DAS NECESSIDADES E OPORTUNIDADES EM AMBIENTES EDUCACIONAIS INCLUSIVOS

Ano: 2025 | Volume: 3 | Número: 2
Autores: José Ronaldo da Silva Bezerra
Autor Correspondente: José Ronaldo da Silva Bezerra | [email protected]

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista, Autista. Inclusão Escolar, Neurodiversidade, Docência, Educação Inclusiva

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ganhado visibilidade no cenário educacional brasileiro, especialmente no que se refere à presença de estudantes com diagnóstico de autismo em salas regulares. No entanto, pouco se discute sobre a vivência de docentes autistas em instituições escolares, suas necessidades específicas, os obstáculos enfrentados e as possibilidades de suporte institucional. Este artigo tem como objetivo analisar os principais desafios e estratégias relacionados à inclusão de professores com TEA no contexto escolar, com base em uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo e exploratório. Foram selecionadas produções publicadas entre 2018 e 2025, oriundas de bases científicas como Scielo, PePSIC e repositórios acadêmicos. Os critérios de inclusão consideraram estudos voltados à neurodiversidade docente, práticas inclusivas, políticas educacionais e tecnologias assistivas. Os resultados apontam que, apesar de avanços na legislação inclusiva, os ambientes escolares ainda carecem de práticas efetivas de acolhimento e adaptação para profissionais autistas. Observou-se ausência de protocolos institucionais, desconhecimento das equipes gestoras sobre neurodiversidade e falta de formação continuada específica. Por outro lado, experiências bem-sucedidas demonstram que o uso de tecnologias assistivas, o apoio psicopedagógico e a escuta ativa podem favorecer a permanência e o bem-estar desses profissionais. A atuação de docentes com TEA também se mostra enriquecedora para o ambiente escolar, trazendo novas perspectivas de ensino e aprendizagem. Conclui-se que a inclusão de professores autistas exige mais que acessibilidade física ou curricular: requer o reconhecimento da diversidade como valor educativo, aliado ao compromisso institucional com a equidade e o respeito à singularidade. Este estudo contribui para ampliar o debate sobre inclusão no magistério e propõe caminhos para uma educação mais justa e humanizada.