No Brasil, as instituições de ensino superior enfrentam desafios como a expansão acelerada do sistema, a diversidade de perfis acadêmicos e a necessidade de excelência educacional. As avaliações externas, conduzidas por órgãos como o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Estadual de Educação (CEE), são ferramentas fundamentais para medir a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, assim como a infraestrutura. No entanto, essas avaliações frequentemente enfrentam críticas devido à padronização de critérios que nem sempre consideram as especificidades regionais e institucionais. Este estudo, de natureza aplicada e abordagem qualitativa e quantitativa, analisou o desempenho dos cursos de graduação de uma instituição multicampi privada e sem fins lucrativos em Santa Catarina, no período de 2014 a 2024. Os resultados indicaram uma evolução positiva nos conceitos atribuídos às dimensões de organização didático-pedagógica, corpo docente e infraestrutura, refletindo investimentos em atualização curricular, formação docente e adequação de recursos físicos e tecnológicos. Conclui-se que a excelência na educação superior exige uma gestão estratégica que integre as exigências das avaliações externas com as realidades locais, promovendo práticas inovadoras, capacitação docente e integração entre ensino, pesquisa e extensão. As avaliações externas, quando bem utilizadas, podem ser um instrumento valioso para o aprimoramento contínuo, contribuindo para a construção de um ensino superior de qualidade, relevante e adaptado às demandas da sociedade contemporânea.