Este artigo analisa os desafios éticos e epistemológicos impostos pela proliferação da desinformação em ambientes digitais e pelo uso da Inteligência Artificial (IA) como mecanismo de verificação automatizada de informações. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, combina revisão de literatura com o desenvolvimento e a análise de uma plataforma de verificação de conteúdo, Veridix, baseada no modelo de linguagem Gemini. Os resultados indicam que, embora a IA apresente potencial significativo para a detecção de inconsistências informacionais, seu uso suscita questões éticas fundamentais relacionadas ao viés algorítmico, à opacidade dos modelos e à responsabilidade epistêmica dos sistemas automatizados. Argumenta-se que a integração responsável da IA no combate à desinformação requer marcos éticos robustos, transparência metodológica e letramento informacional crítico por parte dos usuários.