Introdução: Os trematódeos da família Diplostomidae constituem importantes parasitos de peixes, associados a alterações sanitárias, produtivas e ecológicas em ambientes naturais e sistemas aquícolas. O diagnóstico adequado dessas infecções é essencial para o manejo sanitário e para a compreensão epidemiológica do grupo. Referencial Teórico: A revisão evidenciou que os Diplostomidae apresentam ciclo biológico complexo, interação parasito-hospedeiro relevante e impactos diretos sobre a saúde dos peixes, especialmente em tecidos oculares, comprometendo desempenho e susceptibilidade a predadores. Metodologia: Trata-se de estudo bibliográfico, qualitativo, descritivo e exploratório, conduzido por meio de Revisão Integrativa da Literatura, com buscas realizadas nas bases PubMed, BVS-Vet, SciELO e ScienceDirect, utilizando descritores em português, inglês e espanhol, no recorte temporal de 2015 a 2025. Resultados e Discussão: Os estudos analisados demonstraram que métodos convencionais, como inspeção clínica, microscopia e avaliação morfológica, permanecem amplamente utilizados pela praticidade e menor custo, porém apresentam limitações diagnósticas. Em contrapartida, técnicas complementares, como histopatologia, PCR, qPCR, sequenciamento gênico e métodos imunológicos, ampliam a sensibilidade, especificidade e precisão taxonômica. Tecnologias emergentes, como biossensores e inteligência artificial, mostraram potencial promissor para aplicação futura. Conclusão: Conclui-se que a integração entre metodologias tradicionais e técnicas laboratoriais avançadas representa a estratégia mais eficiente para o diagnóstico dos Diplostomidae, sendo necessária a ampliação de estudos voltados à padronização de protocolos e redução dos custos operacionais.