Diferenciais de gênero na mortalidade por causas externas no Brasil: evolução temporal, perfil epidemiológico e distribuição regional, 2010–2024

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Diferenciais de gênero na mortalidade por causas externas no Brasil: evolução temporal, perfil epidemiológico e distribuição regional, 2010–2024

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 7
Autores: Alana Coêlho Maciel, Thiago Emmanuel Araujo dos Santos, João Paulo Teixeira da Silva, Claudia Teixeira Cunha, Renato Sarmento dos Reis Moreno, Silvana Dias Corrêa Carolino da Silva, Quelma Barbosa Maia, Ana Patricia Barros Camara, Cristiany Pietro Dias das Chagas Porto, Ana Luiza Andréa Pereira Barbosa, Poliana Hilário Magalhães, Marilane Vilela Marques, Rosália Maria Fernandes, Ana Edimilda Amador
Autor Correspondente: Alana Coêlho Maciel | [email protected]

Palavras-chave: Causas Externas, Mortalidade, Gênero, Violência, Epidemiologia, Brasil

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetivo: Analisar os diferenciais de gênero na mortalidade por causas externas no Brasil, segundo evolução temporal, perfil epidemiológico e distribuição regional, no período de 2010 a 2024. Métodos: Estudo ecológico de série temporal, de abrangência nacional, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos óbitos por causas externas classificados no Capítulo XX da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde – Décima Revisão (CID-10). Os dados foram agrupados em três quinquênios e analisados segundo sexo, grandes grupos de causas externas, faixa etária, raça/cor, escolaridade, estado civil, local de ocorrência, unidades federativas e grandes regiões. Resultados: Entre os homens, as agressões permaneceram como principal grupo de óbitos, embora sua participação tenha caído de 41,10% para 26,17%, enquanto cresceram as lesões autoprovocadas, outras causas acidentais e intervenções legais. Entre as mulheres, predominaram as outras causas externas de lesões acidentais, cuja participação aumentou de 31,16% para 41,23%. Observou-se envelhecimento do perfil dos óbitos em ambos os sexos, com aumento expressivo da participação de pessoas com 60 anos ou mais. Regionalmente, a mortalidade masculina permaneceu concentrada no Sudeste e Nordeste, enquanto a mortalidade feminina aumentou em praticamente todas as regiões. Conclusão: Os resultados evidenciam mudanças importantes nos padrões de mortalidade por causas externas segundo gênero no Brasil. Enquanto a mortalidade masculina permanece fortemente associada à violência, embora com redução proporcional das agressões, a mortalidade feminina apresenta crescente participação das causas acidentais e do envelhecimento. Esses achados reforçam a necessidade de políticas intersetoriais sensíveis ao gênero, voltadas à prevenção da violência, dos acidentes, do suicídio e das causas externas entre idosos.