Este artigo tem por objetivo averiguar em que medida existe e se configura a projeção de um imaginário sociodiscursivo considerado ideal em relação aos discentes do Curso Técnico Integrado em Metalurgia do Instituto Federal de Minas Gerais, Campus Ouro Preto. A motivação desta pesquisa se deu em razão da recorrente ociosidade de vagas e até mesmo a não integralização de todas as turmas, muitas vezes, sendo justificada, discursivamente, pelo perfil dos(as) alunos(as) que as compõem. Para a realização deste trabalho, valemo-nos de um questionário que foi aplicado às turmas de primeira e de segunda séries, contendo perguntas ligadas à significação do que é ser aluno (a) do curso, a possível existência quanto à projeção de um perfil discente desejado e se questões ligadas a gênero interfeririam na forma como esses estudantes são percebidos. Todas essas perguntas convergem no sentido de tentarmos entender como e porquê esse imaginário sociodiscursivo se reverbera(va) com tamanha força dentro do Campus, considerando-se o fato de o curso, em questão, ter sido o primeiro a ser criado na Instituição.