O artigo analisa, sob a ótica crítica dos direitos humanos, o giro ultraconservador no governo Bolsonaro (2019-2022) e na atuação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com pautas contrárias aos debates de gênero no Brasil. Trata-se de revisão de literatura, com análise do objeto de estudo a partir do materialismo histórico-dialético. O estudo demonstrou que o Ministério reorientou a perspectiva de direitos humanos estatal, executando transnacionalmente a agenda ultraliberal e ultraconservadora da gestão, a partir de atos que dissonaram da perspectiva progressista proposta pela Organização das Nações Unidas e de governos anteriores.