Neste trabalho pretendo apresentar um estudo sobre as representações que se construíram sobre os índios Xetá, povo tupi do noroeste do Paraná, na imprensa escrita. Com o recorte temporal compreendido desde a efetivação do contato do Estado com os Xetá (em meados da década de 1940) até os dias atuais, a pesquisa teve por objetivo identificar e analisar as imagens produzidas sobre o grupo em jornais e revistas, e mais recentemente, na internet, que ao todo, somam 65 publicações. A partir da articulação feita entre a leitura deste material e os dados obtidos sobre o grupo através de fontes etnográficas e históricas, foi possível analisar as transformações pelas quais tais imagens passaram ao longo de sete décadas. O resultado obtido apresentase subdivido em três partes que correspondem a momentos distintos em que os Xetá foram representados como “índios selvagens sobreviventes da idade-da-pedra”, “índios aculturados sobreviventes do extermínio” e, mais recentemente, como “índios ressurgidos”.
The present work intends to present a study on the representations that were produced on the Xetá Indians, tupi people of the northwest of Paraná, in the written press. With the temporal cut between the effective contact of the State with the Xetá (in the mid-1940s) to the present day, this monograph aimed at identifying and analyzing the images produced on the group in newspapers and magazines, and more recently, on the internet, which in total, they are 65 publications. From the articulation made between the reading of this material and the data obtained in the group through ethnographic and historical sources, it was possible to analyze the transformations through which these images passed for seven decades. The result obtained is subdivided into three parts corresponding to distinct moments in which the Xetá were represented as "living stone age savages", "acculturated indians surviving the extermination", and more recently as "resurgent indians".