Doulagem: Uma atuação de resistência e democratização

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Doulagem: Uma atuação de resistência e democratização

Ano: 2019 | Volume: 5 | Número: Especial
Autores: T. M. Fernandes
Autor Correspondente: T. M. Fernandes | [email protected]

Palavras-chave: assistência gravídico-puerperal, violência obstétrica, doulas. Resgate, resistências.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo tem por objetivo mostrar como a prática da doulagem é um ato de resistência ao paradigma de assistência gravídico-puerperal hegemônico no Brasil, o tecnocrático. Para tanto é feita uma breve exploração sobre a história dos processos de gestar, parir e resguardar, destacando a apropriação destes pelas instituições médicas e como tal posicionamento proporcionou o florescimento da violência obstétrica. A figura das doulas é, neste trabalho, apresentada como um resgate a saberes ancestrais privativos aos círculos de mulheres e também mobilizada como uma estratégia de enfrentamento. Dois projetos de democratização do acesso à saúde, protagonizados por essas profissionais são descritos e discutidos de forma sintética, a saber, o Projeto Doulas Comunitárias realizado em Belo Horizonte – Minas Gerais, e o Projeto Doula a Quem Quiser planejado para operar na cidade do Rio de Janeiro – no estado de mesmo nome.