A educação antirracista constitui uma exigência ética, pedagógica e legal na formação de sujeitos críticos e na promoção da equidade racial nas instituições escolares brasileiras. Este artigo tem como objetivo refletir sobre os desafios e possibilidades para a efetivação de práticas pedagógicas que valorizem as relações étnico-raciais e combatam o racismo estrutural presente na sociedade e, por consequência, na escola. Fundamentado em autores como Gomes (2012), Munanga (2005), Almeida (2019) e Hooks (2013), discute-se o papel do currículo, da formação docente e das políticas públicas educacionais no enfrentamento das desigualdades raciais. A partir da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, destaca-se a urgência de revisar conteúdos, metodologias e atitudes, construindo um ambiente escolar que valorize a diversidade e promova o respeito às identidades negras. O texto analisa ainda os limites enfrentados pelos educadores diante do racismo institucional e da ausência de formação específica, além de apontar estratégias possíveis, como projetos interdisciplinares, uso de literatura negra e a escuta ativa de narrativas históricas silenciadas. Defende-se que a educação antirracista deve estar no centro das práticas educativas, como compromisso com os direitos humanos, a justiça social e a superação de todas as formas de discriminação. Conclui-se que a escola, ao assumir uma postura crítica e propositiva frente ao racismo, torna-se espaço de resistência, conscientização e transformação social