O presente artigo discute a importância da educação antirracista no ensino regular brasileiro, considerando o contexto histórico e social que marcou a exclusão da população negra do acesso e da permanência na escolarização formal. O estudo teve como objetivo descrever brevemente a trajetória histórica da construção de direitos educacionais da população negra no Brasil e compreender os conceitos de racismo, preconceito e discriminação que ainda incidem nesses sujeitos no ambiente escolar. A pesquisa possui abordagem qualitativa e fundamenta-se em revisão bibliográfica, permitindo a análise de diferentes produções teóricas e documentos legais relacionados à temática. Inicialmente, apresenta-se um panorama histórico que evidencia como, desde o período colonial e imperial, a população negra foi privada do direito à educação, realidade que começou a ser gradativamente modificada por meio de lutas sociais e da criação de legislações que asseguram o acesso à escolarização. Discute-se as práticas excludentes como historicamente construídas e ainda presentes nas relações sociais e educacionais, manifestadas de forma explícita ou velada no cotidiano escolar. Por fim, analisa-se a educação antirracista como uma estratégia pedagógica para a promoção de relações mais equitativas no ambiente escolar, destacando a importância da implementação de políticas públicas, da formação docente e valorização da história e da cultura afro-brasileira no currículo escolar. Conclui-se que a construção de uma educação antirracista garante o respeito à diversidade, o fortalecimento da identidade dos estudantes negros e contribui para a formação de uma sociedade equânime e democrática.