Este artigo discute os fundamentos da colonialidade e suas implicações para a educação contemporânea, analisando como a modernidade europeia construiu hierarquias epistêmicas que marginalizaram saberes não ocidentais. A partir das contribuições de Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Enrique Dussel, Boaventura de Sousa Santos e Catherine Walsh, o presente artigo problematiza a permanência da colonialidade do poder, do saber e do ser nas instituições educacionais. Em diálogo com pensadores da educação, especialmente Paulo Freire, o estudo propõe a educação decolonial como caminho para a valorização da diversidade epistemológica, para a justiça cognitiva e para a transformação social.