Este artigo analisa a consolidação do paradigma das Cidades Educadoras como estratégia político-pedagógica orientada à promoção da educação integral e ao fortalecimento do direito à cidade em contextos marcados por crises socioeconômicas, ambientais e institucionais. Fundamentado em pesquisa bibliográfica e na concepção de direito à cidade, formulada por Henri Lefebvre, e no movimento internacional das Cidades Educadoras, o estudo examina a articulação entre políticas urbanas e educacionais, com ênfase na experiência brasileira. Adota-se abordagem teórico-analítica, apoiada em revisão bibliográfica e análise de políticas públicas, destacando-se iniciativas de Educação Integral e programas intersetoriais, como o Programa Mais Educação. O texto discute a cidade como território pedagógico e currículo vivo, ampliando a noção de formação para além da escola e reconhecendo o potencial educativo dos espaços urbanos, das práticas culturais e das dinâmicas comunitárias. Argumenta-se que a construção de Cidades Educadoras exige a superação da lógica mercantil do espaço urbano, o fortalecimento da participação social e a implementação de políticas territorializadas, comprometidas com a promoção da leitura. Conclui-se que o paradigma das Cidades Educadoras constitui horizonte democrático capaz de reconfigurar práticas de gestão e promover formação humana integral em tempos de intensificação das desigualdades.