Houve uma grande tentação para não escrevermos essa provocação, logo no título. Houve também uma tentação para que brotasse uma inspiração do tipo “A imaginação sociológica” de C. W. Mills (1975), a acompanhar nossa escrita. Mas, é claro que nada disso iria ocorrer, porque estamos falando de um clássico contemporâneo da sociologia.
Ficou mesmo na aspiração. O que, diga-se, não é pouca coisa. Porque é uma enorme inspiração, se te acompanhar minimamente.
Então, como só propomos um ensaio, sem a pretensão de tese ou do rigorismo acadêmico-científico (quando isso ocorre nos famosos artigos com a chancela Qualis A), vamos tentar explicar. Começando pelo título, veja-se que não falamos em ensaio sociológico da educação. Pois isto iria requerer uma análise empírica, quiçá numérica, da educação brasileira.
Então, optamos pelo máximo da provocação num Ensaio apenas ideológico da educação. E aqui cabe outra observação: trataremos a ideologia como visão de mundo – todo mundo tem uma – e não como, rotineiramente, é descrita na forma de engodo, névoa, mentira, manipulação ou superficialidade.