ENTRE ÁGUAS E RESISTÊNCIAS: MULHERES NEGRAS MIGRANTES E A PRODUÇÃO DO COMUM NA TERRITORIALIDADE URBANA DE ARAGUAÍNA

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ISSN: 2595-5934
Editor Chefe: Profº Dr. André Ribeiro da Silva
Início Publicação: 27/08/2018
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

ENTRE ÁGUAS E RESISTÊNCIAS: MULHERES NEGRAS MIGRANTES E A PRODUÇÃO DO COMUM NA TERRITORIALIDADE URBANA DE ARAGUAÍNA

Ano: 2026 | Volume: 98 | Número: 98
Autores: PÊSSEGO. Dyego Martins
Autor Correspondente: PÊSSEGO. Dyego Martins | [email protected]

Palavras-chave: migração, mulher negra, territorialidade urbana, bens comuns, araguaína

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A formação urbana de Araguaína (TO) está profundamente relacionada aos fluxos migratórios nordestinos do século XX, os quais contribuíram para a constituição de dinâmicas socioterritoriais marcadas por desigualdades. Nesse contexto, o estudo aborda a relação entre migração, gênero e raça, com ênfase nas experiências de mulheres negras migrantes. O objetivo é analisar de que modo essas trajetórias participam da produção da territorialidade urbana, bem como compreender suas práticas cotidianas e formas coletivas de uso da água como bem comum. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, ancorada em referenciais da geografia crítica e dos estudos interseccionais. Os resultados evidenciam que essas mulheres, mesmo em contextos de vulnerabilidade, constroem redes de sociabilidade, estratégias de sobrevivência e práticas coletivas, como o uso compartilhado da água, que configuram formas de resistência e organização social. Conclui-se que tais práticas são centrais na produção do espaço urbano, contribuindo para a compreensão das territorialidades e para o reconhecimento de saberes historicamente invisibilizados.