Entre normas e necessidades: o mínimo existencial no superendividamento e os limites constitucionais da regulamentação infralegal

Revista da Defensoria Pública da União

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ISSN: 24484555
Editor Chefe: Erico Lima de Oliveira
Início Publicação: 18/10/2018
Periodicidade: Semestral

Entre normas e necessidades: o mínimo existencial no superendividamento e os limites constitucionais da regulamentação infralegal

Ano: 2026 | Volume: 25 | Número: 25
Autores: Carlos Eduardo de Oliveira Lula
Autor Correspondente: Carlos Eduardo de Oliveira Lula | [email protected]

Palavras-chave: superendividamento, mínimo existencial, direitos fundamentais

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo analisa criticamente a proteção do mínimo existencial do consumidor superendividado à luz da Lei n.º 14.181/2021, dos Decretos n.º 11.150/2022 e n.º 11.567/2023 e das ADPFs 1005, 1006 e 1097. Sustenta-se que a fixação de valores insuficientes compromete direitos fundamentais e afronta os princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção ao consumidor e da vedação ao retrocesso social. Com base no Direito Constitucional, na doutrina e no Direito Comparado, conclui-se pela necessidade de revisão dos parâmetros infralegais vigentes.



Resumo Inglês:

This article critically examines the legal protection of the existential

minimum for over-indebted consumers, as provided by Law No.

14,181/2021, Decrees No. 11,150/2022 and 11,567/2023, and the

pending ADPFs (Actions for Failure to Comply with a Fundamental

Precept) 1005, 1006, and 1097 before the Brazilian Supreme Court. It

argues that the low regulatory thresholds undermine fundamental rights

and violate constitutional principles such as human dignity and consumer

protection,

and the prohibition of social retrogression. Drawing from

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ESCOLA NACIONAL DA DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO

constitutional law, legal doctrine, and comparative approaches, the study

concludes that there is a need to revise the current normative framework.