Este artigo investiga os modos como a cidade opera como mídia sensível e campo de disputas simbólicas, tendo como foco a escadaria conhecida como Escadaria da Vila Madalena, em São Paulo — também chamada de escadaria da Rua Cristiano Viana ou do Arco. Nesse espaço, a imagem de Marielle Franco — vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018 — tornou-se ponto de memória e resistência, sendo alvo de sucessivos atos de apagamento. Com base em Hans Belting, Jacques Rancière e Milton Santos, discute-se como os espaços urbanos participam ativamente da constituição, circulação e silenciamento das imagens. Analisa-se a arte urbana como prática estética e política que incide sobre os regimes de visibilidade, reconfigurando as formas de acesso e participação no espaço comum. A escadaria, nesse contexto, constitui-se como palimpsesto e arena sensível, onde diferentes narrativas disputam a permanência e os modos de aparição no espaço público.
This article examines the ways in which the city operates as a sensitive medium and a field of symbolic disputes, focusing on the staircase known as Escadaria da Vila Madalena, in São Paulo — also referred to as the Cristiano Viana Street staircase or Arco staircase. In this space, the image of Marielle Franco — a Rio de Janeiro city councilwoman assassinated in 2018 — has become a site of memory and resistance, subjected to successive acts of erasure. Drawing on Hans Belting, Jacques Rancière, and Milton Santos, the article discusses how urban spaces actively participate in the constitution, circulation, and silencing of images. Urban art is analyzed as an aesthetic and political practice that acts upon regimes of visibility, reconfiguring forms of access and participation in the shared space. In this context, the staircase emerges as a palimpsest and a sensitive arena in which different narratives dispute permanence and modes of appearance in the public sphere.
de disputas simbólicas, tomando como objeto de análisis la escalinata conocida como Escadaria da Vila Madalena, en São Paulo — también denominada escalinata de la calle Cristiano Viana o del Arco. En este espacio, la imagen de Marielle Franco — concejala de Río de Janeiro asesinada en 2018 — se ha constituido como un lugar de memoria y resistencia, siendo objeto de sucesivos actos de borramiento. A partir de Hans Belting, Jacques Rancière y Milton Santos, el artículo discute cómo los espacios urbanos participan activamente en la constitución, circulación y silenciamiento de las imágenes. El arte urbano se analiza como una práctica estética y política que incide sobre los regímenes de visibilidad, reconfigurando las formas de acceso y participación en el espacio común. En este contexto, la escalinata se configura como un palimpsesto y una arena sensible en la que diferentes narrativas disputan la permanencia y los modos de aparición en el espacio público.