Escolha da via de nascimento pela mulher: autonomia ou imposição?

Revista de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria - REUFSM

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ISSN: 21797692
Editor Chefe: Cristiane Cardoso de Paula
Início Publicação: 31/12/2010
Periodicidade: Irregular
Área de Estudo: Enfermagem

Escolha da via de nascimento pela mulher: autonomia ou imposição?

Ano: 2025 | Volume: 15 | Número: 37
Autores: F. F. Dorneles, C. H. Pilger, J. M. Lipinski, C. G. Tier, D. P. Fontoura, L. A. Prates
Autor Correspondente: C. H. Pilger | [email protected]

Palavras-chave: Mulheres, Parto, Autonomia Pessoal, Violência Obstétrica, Relações Médico-Paciente

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetivo: conhecer as expectativas e experiências de mulheres em relação às vias de nascimento, a fim de verificar se representa escolha feminina ou imposição profissional. Método: estudo qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvido com 14 mulheres de um município da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, entre fevereiro e junho de 2022, por meio de entrevistas semiestruturadas. As participantes foram entrevistadas em duas ocasiões, durante a gestação e após o nascimento do bebê. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática. Resultados: a maioria das mulheres demonstrou preferência pelo parto vaginal. No entanto, foi observado que, após a experiência da parturição, muitas relataram que a escolha da via de nascimento foi imposta, sem que seus desejos fossem levados em consideração. Conclusão: constatou-se que as mulheres não têm autonomia para tomada de decisão, tampouco podem dialogar sobre o que consideram melhor para si e para seus bebês.



Resumo Inglês:

Objective: to find out about women's expectations and experiences in relation to births, in order to determine whether they represent a female choice or a professional imposition. Method: a qualitative, descriptive and exploratory study carried out with 14 women from a municipality on the western border of Rio Grande do Sul, between February and June 2022, using semi-structured interviews. The participants were interviewed on two occasions, during pregnancy and after the birth of the baby. The data was subjected to thematic content analysis. Results: Most of the women showed a preference for vaginal delivery. However, it was noted that, after the birth experience, many reported that the choice of birth route was imposed, without their wishes being taken into account. Conclusion: It was found that women do not have decision-making autonomy, nor can they discuss what they consider best for themselves and their babies.



Resumo Espanhol:

Objetivo: conocer las expectativas y experiencias de las mujeres en relación al parto, para saber si representan elección femenina o imposición profesional. Método: Estudio cualitativo, descriptivo y exploratorio, realizado con 14 mujeres de un municipio de la frontera oeste de Rio Grande do Sul, entre febrero y junio de 2022, mediante entrevistas semiestructuradas. Las participantes fueron entrevistadas en dos ocasiones, durante el embarazo y después del nacimiento del bebé. Los datos fueron sometidos a análisis de contenido temático. Resultados: La mayoría de las mujeres mostró preferencia por el parto vaginal. Sin embargo, se observó que, tras la experiencia del parto, muchas declararon que la elección de la vía de parto les había sido impuesta, sin que se tuvieran en cuenta sus deseos. Conclusión: Se constató que las mujeres no tienen autonomía para tomar decisiones, ni pueden entablar un diálogo sobre lo que consideran mejor para ellas y sus bebés.