A Amazônia possui uma extensão próxima a 7 milhões de km², o que representa quase 50% de todo o território brasileiro. Sua população é composta por ribeirinhos, agricultores familiares, indígenas, extrativistas, quilombolas e comunidades tradicionais, cujas famílias se sustentam economicamente por conta das atividades que desenvolvem junto às inúmeras cadeias produtivas que se espalham ao longo dessa grande área territorial. Acredita-se que o desenvolvimento da região amazônica passa necessariamente pela evolução de suas cadeias produtivas, o que potencialmente irá contribuir muito para a evolução da bioeconomia na região, conceito que consiste no uso de recursos biológicos e conhecimento científico e tradicional para a criação de produtos e serviços de forma sustentável. Cabe ressaltar também a importância da presença de muitos saberes e conhecimentos de povos originários e comunidades tradicionais que compõem estas cadeias. Diante disso e considerando os conceitos que fundamentam as comunidades de prática, desenvolvido inicialmente por Ettiene Wenger, o objetivo desse artigo é desenvolver uma revisão bibliográfica que permita fundamentar o quanto é exequível considerar a estruturação de comunidades de prática junto as cadeias produtivas presentes na região amazônica, visando potencializar o compartilhamento de conhecimentos e, por conseguinte, contribuir para o crescimento da bioeconomia na região.