AS EXPECTATIVAS DO ALUNO EJA

Ediçao de Fevereiro 2026

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ISSN: 2675-2891
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 27/02/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

AS EXPECTATIVAS DO ALUNO EJA

Ano: 2026 | Volume: 9 | Número: 2
Autores: ELIZÂNGELA DE SOUSA RODRIGUES NUNES
Autor Correspondente: ELIZÂNGELA DE SOUSA RODRIGUES NUNES | [email protected]

Palavras-chave: Expectativas; Educação; Ascensão Social.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo tem como objetivo promover reflexões acerca das expectativas dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), buscando compreender quem são esses sujeitos, quais cir-cunstâncias os levaram a interromper sua trajetória escolar na modalidade regular e, posteriormente, quais fatores contribuíram para o retorno aos estudos por meio da EJA. Ao analisar esse movimento de abandono e retomada, torna-se possível perceber que a escola, para esses alunos, não é ape-nas um espaço de aquisição de conteúdos básicos, mas também um ambiente de reconstrução de sonhos, de ressignificação de experiências e de projeção de novos horizontes. Muitos desses estudantes carregam histórias marcadas por dificuldades econômicas, responsabilidades familiares precoces, necessidade de inserção no mercado de trabalho ou mesmo por experiências escolares anteriores que não conseguiram atender às suas demandas. O abandono, portanto, não se dá por falta de interesse, mas pela presença de obstáculos que se impõem ao longo da vida e que acabam afastando o indivíduo da escola. No entanto, ao retornar por meio da EJA, esses alunos demonstram uma força de vontade significativa, revelando que a educação continua sendo vista como um caminho legítimo para a transformação pessoal e social. As expectativas que emergem nesse retorno são diversas: muitos almejam não apenas concluir a educação básica, mas também dar continuidade aos estudos em níveis mais avançados, ingressando em cursos técnicos, superiores ou em outras formações que lhes possibilitem ampliar suas oportunidades. Outros enxergam na escolarização uma possibilidade concreta de conquistar melhores empregos, alcançar estabilidade financeira e, consequentemente, ascender socialmente. A educação, nesse sentido, é compreendida como um direito fundamental do ser humano, que deve ser garantido desde as idades iniciais, mas que também precisa estar disponível em diferentes fases da vida, respeitando os ritmos e trajetórias individuais.