Neste texto, à luz do trabalho etnográfico e do envolvimento na atividade abordada, interessa-me expor reflexões acerca da observação e da participação em uma proposta de “expedição etnoarqueológica”, que foi promovida entre 11 e 13 de dezembro de 2015. A experiência de mobilidade proporcionou a ida ao litoral norte do estado do Rio Grande do Sul, onde visitas e trabalhos de campo foram realizados nos municípios de Dom Pedro de Alcântara e Torres. A partir disso, nos escritos, exponho descontinuidades desta atividade, através da qual, estudantes universitários asseguraram três dias de convivência coletiva e a visitação a sítios arqueológicos e ameríndios. Os participantes compuseram um quadro de sociabilidade, que potencializou a articulação e o contato entre saberes oriundos de diferentes campos da realidade social e científica. As incursões pelas localidades múltiplas produziram inquietudes e interrogações sobre os sentidos e lógicas existentes em lugares singulares visivelmente, mobilizando perspectivas críticas a partir de significados enunciados por caminhos explorados coletivamente.