O presente estudo investiga o perfil epidemiológico de recém-nascidos prematuros submetidos a exames radiológicos em uma unidade neonatal de referência do Vale do Aço (MG), buscando compreender a frequência, o tipo de procedimentos realizados e suas implicações para a radioproteção. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, retrospectiva e documental, baseada na análise de 600 prontuários eletrônicos (300 de prematuros internados e 300 de mães). Os dados foram obtidos entre 2017 e 2019, por meio do Sistema Tasy, e tratados estatisticamente. Constatou-se que 83,7% dos recém-nascidos prematuros foram expostos à radiação ionizante, sendo o raio-X de tórax o exame mais recorrente. A maioria dos prematuros nasceu de cesariana (76,3%) e apresentou boas taxas de sobrevida. O estudo evidencia a necessidade de protocolos específicos de radioproteção neonatal, uma vez que os recém-nascidos são mais vulneráveis aos efeitos biológicos da radiação devido à imaturidade celular e ao rápido crescimento tecidual. Conclui-se que a monitorização das doses, a capacitação das equipes e o uso racional de exames radiológicos são medidas fundamentais para garantir a segurança e qualidade da assistência neonatal. Os resultados contribuem para fortalecer práticas seguras e alinhadas ao princípio ALARA (“As Low As Reasonably Achievable”).