O diálogo com a estudante universitária e ativista negra Clarice Santos ocorreu em 22 de julho de 2019, em meu gabinete de trabalho, na Universidade Federal do Pará, Campus Abaetetuba, com intuito inicial de compor um banco de entrevistas para um trabalho que viso desenvolver sobre militância de mulheres negras na Amazônia Tocantina, região Norte do Brasil. A escolha por entrevistar a estudante ocorreu, a priori, pela admiração que mantenho por ela e sua militância e pela tentativa em entender como novas gerações de mulheres negras, entre as quais Clarice se encontra, vêm construindo suas trajetórias de enfrentamento ao machismo, homofobia, racismo e preconceito de toda ordem, existente dentro e fora da Universidade. A conversação seguinte tenta buscar, na narrativa da acadêmica Clarice, algumas dessas respostas.