O texto que apresentamos pretende ser uma reflexão, a partir da literatura adequada ao tema, sobre a formação continuada de docentes da educação superior como processo permanente e indispensável para a melhoria das práticas pedagógicas e para a construção da identidade profissional. Diante das transformações sociais, científicas e tecnológicas contemporâneas, questiona-se a suficiência da formação inicial e a necessidade de novos modelos que atendam a um público discente cada vez mais heterogêneo. Percorremos alguns textos de autores como Freire, Nóvoa, Imbernón e Pimenta, para refletir sobre como a formação docente deve superar o tradicionalismo e a mera transmissão de conteúdo, integrando ensino, pesquisa e extensão. O texto apresentado não contempla uma dimensão empírica, pois nasce do recorte de uma tese de doutorado, configurando-se como uma densa revisão teórica e bibliográfica. Conclui-se que a formação é um processo relacional e tridimensional que envolve a heteroformação, a ecoformação e a autoformação, sendo fundamental para que o docente se reconheça e se afirme em sua profissão.