Neste artigo se trata das fugas para piano do compositor checo Anton Reicha (1770-1836), ilustrando suas inovações de escrita fugal desenvolvidas a começos do século XIX, a partir de uma das fugas da coleção de 36. O objetivo é dar a conhecer uma obra esquecida de um compositor pouco frequentado do repertório, que teve uma grande importância e influência, tendo sido professor no conservatório de Paris desde 1818 até sua morte em 1836. Para mostrar de forma mais efetiva a originalidade deste compositor, decidiu-se por começar o artigo a partir de uma sucinta análise de uma das fugas, mostrando só depois o contexto da sua criação e considerações gerais. É importante salientar a ausência de qualquer material bibliográfico ou estudo acerca deste compositor e sua obra no idioma português, de forma que este artigo pretende ser uma introdução para despertar o possível interesse em aprofundar estudos acerca de Anton Reicha.
In this paper are discussing the 36 fugues for piano by Anton Reicha (1770–1836), which illustrate his innovations in the fugal writing, developed in the very beginning of XIX century, analyzing one fugue of the collection. The aim is bring to public the little knew work by one composer absent of the mainstream repertoire, than was important and influent, professor in the conservatoire from Paris between 1818 and 1836, the year of his death. For illustrate in an efficient form the originality of this composer, the paper starts with one little analysis of one of the fugues, going to the context of the creation and general considerations. Important is to say that the absence of information about Anton Reicha in Portuguese is patent, for that, this paper has the aim of awake a possible interest in the studies of this composer.