O artigo tem por objetivo proporcionar uma reflexão sobre a presença e participação ativa do gênero feminino na profissão docente ao longo da história da educação brasileira, as contribuições e dificuldades em busca da construção do ser professor(a), de uma identidade, bem como a luta pela desconstrução de uma divisão “tradicional” de gênero. Motivado pelo conceito de intelectual de Boto, Gramsci e Pintassilgo em diálogo com as questões de gênero ao longo da história, o texto é separado por três componentes, contendo no primeiro uma exploração conceitual do professor intelectual, no segundo uma análise da trajetória de Eglê Malheiros e no terceiro componente uma reflexão em torno das relações de gênero, dificuldades e progressos atuais.