O presente estudo aborda o conceito de gênero na Educação Infantil, compreendido como uma construção social, histórica e cultural que influencia a formação das identidades masculinas e femininas desde a primeira infância. A partir de referenciais das Ciências Sociais, especialmente dos estudos de Scott (1995) e Louro (2003), entende-se que as diferenças entre os gêneros não são naturais, mas produzidas nas relações sociais estabelecidas por instituições como família, escola e igreja. Na Educação Infantil, essas construções manifestam-se nas brincadeiras, interações e práticas pedagógicas, muitas vezes reforçando estereótipos de gênero que delimitam comportamentos considerados “adequados” para meninos e meninas (BRASIL, 1998). Entretanto, a escola também pode atuar como espaço de desconstrução dessas desigualdades, promovendo práticas inclusivas e reflexivas que valorizem a diversidade e o respeito às diferenças. Assim, o estudo evidencia a importância da atuação docente consciente e crítica, capaz de identificar e intervir em práticas discriminatórias, contribuindo para a formação de sujeitos mais igualitários e para uma educação comprometida com a cidadania e os direitos humanos.