O estudo problematizou as regulações de gênero e das sexualidades, evidenciando os corpos em cena no cotidiano da vida social e as marcas das regulações, subversões e resistências que atravessam o cotidiano escolar das juventudes. Nessa direção, problematizamos as regulações de gênero e das sexualidades, enfatizando as corporalidades silenciadas e/ou expressadas na vida cotidiana e no cotidiano da escola. Apresentamos dados da Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil realizada em 2015 com adolescentes e jovens lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, realizando um diálogo entre os interlocutores teóricos e empíricos (a partir dos dados coletados). Caracterizou-se como uma pesquisa quali-quantitativa e utilizou-se do materialismo histórico dialético enquanto método que perpassou o estudo. Constatamos que os corpos atribuídos aos homens e às mulheres são regulados desde a infância, tendo implicações no cotidiano da vida social e também escolar. Verificamos que não obstante as regulações criem parâmetros de pessoas que atravessam a vida cotidiana, as subversões e resistências dialeticamente estão presentes nesse cotidiano.