Gastrectomia vertical (Sleeve) em paciente pós-transplante hepático

Revista de Medicina da UFC

Endereço:
Gerência de Ensino e Pesquisa - Universidade Federal do Ceará/Rua Coronel Nunes de Melo, S/N - Bloco dos ambulatórios (ilhas) - Andar superior - Rodolfo Teófilo
Fortaleza / CE
60430-270
Site: http://periodicos.ufc.br/revistademedicinadaufc
Telefone: (85) 3366-8590
ISSN: 24476595
Editor Chefe: Renan Magalhães Montenegro Júnior
Início Publicação: 30/11/2014
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Medicina

Gastrectomia vertical (Sleeve) em paciente pós-transplante hepático

Ano: 2021 | Volume: 61 | Número: 1
Autores: Mayara Magry Andrade da Silva, Carlos Eduardo Lopes Soares, João Odilo Gonçalves Pinto, Leonardo Adolpho de Sá Sales, Fernando Antônio Siqueira Pinheiro, José Huygens Parente Garcia
Autor Correspondente: Mayara Magry Andrade da Silva | [email protected]

Palavras-chave: obesidade, transplante de fígado, fígado gorduroso

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetivos: Descrever o primeiro caso de cirurgia bariátrica (Gastrectomia Vertical - Sleeve) em paciente submetido a transplante hepático, para tratamento de obesidade grau III e esteatose severa do enxerto no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). Metodologia: Após a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa do HUWC, foram coletados no prontuário os seguintes dados pré e pós-operatórios: peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), ultrassonografia (USG) de abdome, transaminases, perfil lipídico e metabólico. Resultados: Paciente, feminino, 62 anos, pós-operatório de transplante hepático, foi submetida a gastrectomia vertical (Sleeve) em junho de 2019 para tratamento de obesidade grau III (IMC 40,1). Biópsia hepática pré-operatória evidenciou esteatose hepática macrovesicular grave com USG compatível com esteatose severa e exames de função hepática discretamente elevados. Evoluiu no pós-operatório sem intercorrências, recebendo alta no 2º pós-operatório (PO). Durante seguimento ambulatorial houve perda de 24 kg em 5 meses e USG de abdome de controle evidenciou esteatose hepática leve. Provas de função hepática, perfil lipídio e metabólico encontravam-se dento dos padrões da normalidade. Conclusões: A obesidade é uma causa importante de disfunção de enxerto ortotópico de fígado. A cirurgia bariátrica configura como terapêutica segura e eficaz no tratamento da obesidade e esteatose hepática grave.