Genealogia epistêmica e normas de credibilidade

Revista Sofia

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ISSN: 2317-2339
Editor Chefe: José Renato Salatiel
Início Publicação: 01/08/2012
Periodicidade: Bianual
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Filosofia

Genealogia epistêmica e normas de credibilidade

Ano: 2018 | Volume: 7 | Número: 1
Autores: Breno Ricardo Guimarães Santos
Autor Correspondente: Breno Ricardo Guimarães Santos | [email protected]

Palavras-chave: Conhecimento, Informação, Resiliência, Normas de credibilidade.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Neste artigo, eu apresento duas maneiras de conceber uma explicação genealógica do
conceito de conhecimento. A primeira delas através da hipótese do estado epistêmico de natureza
elaborada por Edward Craig, na qual conhecimento é compreendido como um conceito evoluído
a partir do conceito de bom informante. Depois de considerar o projeto de Craig, eu traço um
paralelo entre essa abordagem e a explicação valorativa de Miranda Fricker sobre o mesmo
conceito. Em seguida, eu apresento e discuto o desenvolvimento social que Fricker oferece à
genealogia de Craig, onde ela sugere que as noções de bom informante e de conhecimento são
necessariamente dependentes do estabelecimento de uma norma de credibilidade, e que essa
norma deve ser vista como inerentemente política. Por fim, defendo uma ilustração a partir do
trabalho de Kristie Dotson de como ambas as abordagens genealógicas poderiam explicar e
oferecer soluções para falhas dos nossos sistemas epistêmicos.



Resumo Inglês:

In this paper, I present two ways of conceiving a genealogical explanation of the
concept of knowledge. The first one is through the epistemic state of nature hypothesis developed
by Edward Craig, according to which knowledge is understood as a concept evolved from the
concept of a good informant. After considering Craig’s project, I draw a parallel between this
approach and Miranda Fricker’s value-laden account of the same concept. Then, I present and
discuss Fricker’s social take on Craig’s genealogy, in which she suggests that the notions of a good
informant and of knowledge are necessarily dependent on the establishment of a credibility norm,
and that this norm should be viewed as inherently political. Lastly, I defend an illustration, through
Kristie Dotson’s work, of how both genealogical approaches could explain and offer solutions to
failings in our epistemic systems.