Nosso objetivo no presente artigo será o de pensar o desenvolvimento da hermenêutica como uma abordagem metodológica na filosofia e nas ciências humanas. A virada crítica da investigação do biopoder em Foucault sugere que nas instituições jurídicas e educacionais, os processos sociais permitem que a liberdade individual seja regulada pelo Estado. Por meio de analises fenomenológicas descobrimos que o caminho patológico da modernização na sociedade atual se deu com uma importante regulação da produtividade que foi acelerada, causando um sofrimento psíquico como comorbidade do individualismo da pós-modernidade. Podemos visualizar uma ambuiguidade de interpretação, através de um consenso dialético fortalecido sobre a ideia de verdade que se encontra na própria proposta de Hegel. A teoria de Hegel implica em que a pessoa inicia a vida social no Estado pelo sistema educacional e acaba por adquirir princípios éticos. Contudo o Estado pode conferir benefícios que a maioria das pessoas deseja, mas possui a ambiguidade de possuírem instituições opressoras. Embora estivesse interessado em compreender a história, Dilthey queria manter uma distância de Hegel. Nossa proposta encontra resultados na fenomenologia de Husserl, por meio da ideia de que é um atributo essencial da subjetividade consciente da pessoa, que ela pode adotar livremente diferentes atitudes em relação ao mundo, tais como a atitude teórica, a atitude psicológica, a atitude matemática, a atitude estética, e mesmo a atitude científica.