A HUMANIZAÇÃO SOB A ÓPTICA DE ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar

Endereço:
Praça Mascarenha de Moraes, 4282 - UNIPAR - Zona III
Umuarama / PR
87502210
Site: https://www.revistas.unipar.br/index.php/saude
Telefone: (44) 3621-2828
ISSN: 1982-114X
Editor Chefe: Dr. Gilberto Alves
Início Publicação: 31/01/1997
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde

A HUMANIZAÇÃO SOB A ÓPTICA DE ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Ano: 2026 | Volume: 30 | Número: 3
Autores: Barbara Chastalo Valtrich, Natielly Bruna Scherer Esser, Bruna Tais Zack, Caroline do Nascimento Leite, Debora Tatiane Feiber Girardello, Daisy Cristina Rodrigues
Autor Correspondente: Natielly Bruna Scherer Esser | [email protected]

Palavras-chave: Enfermagem neonatal, Humanização da assistência, UTI neonatal, Humanization of Assistance, Neonatal ICU, Neonatal nursing, Enfermería neonatal, Humanización de la Atención, UCI neonatal

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O cuidado humanizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é um tema importante, que reflete na assistência de enfermagem. O objetivo do estudo foi de compreender a percepção dos enfermeiros sobre humanização numa Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, e para tanto, foi realizada uma pesquisa de campo, descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa, realizada em um hospital público de referência no oeste do Paraná. Participaram três enfermeiras atuantes na UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, e os conteúdos foram analisados segundo a técnica de análise de conteúdo proposta por Minayo (2012), permitindo a categorização das falas e sua interpretação à luz da literatura científica. Como resultados, a análise revelou três categorias principais: (I) desconhecimento acerca da humanização e da capacitação da equipe; (II) dificuldades enfrentadas na prática assistencial; e (III) estratégias utilizadas para tornar o cuidado humanizado. Observou-se que a Política Nacional de Humanização é pouco difundida entre os enfermeiros, sendo aplicada de modo empírico. As principais dificuldades referem-se à limitação estrutural, à falta de recursos e à alta rotatividade de profissionais. Contudo, destacam-se práticas sensíveis, como o contato pele a pele, a colostroterapia e o uso de ninhos e polvos, que fortalecem o vínculo mãe-bebê e humanizam o cuidado. Evidencia-se que a humanização depende tanto de condições estruturais e institucionais quanto da disposição afetiva e ética da equipe. Conclui-se que a humanização na UTIN é um processo em construção, que requer investimentos contínuos em capacitação, valorização profissional e adequação estrutural. A criação de espaços de escuta, o fortalecimento da educação permanente e a gestão participativa são estratégias essenciais para consolidar práticas humanizadas, garantindo o bem-estar do neonato, da família e da equipe de enfermagem.



Resumo Inglês:

Humanized care in the Neonatal Intensive Care Unit (NICU) is an important topic that reflected in nursing care. The objective of this study was to understand nurses' perceptions of humanization in a Neonatal Intensive Care Unit. To this end, a descriptive and exploratory field study with a qualitative approach was conducted in a public referral hospital in western Paraná. Three nurses working in the NICU participated. Data collection was carried out through semi-structured interviews, and the content was analyzed using the content analysis technique proposed by Minayo (2012), allowing for the categorization of the statements and their interpretation in light of the scientific literature. The results revealed three main categories: (I) lack of knowledge about humanization and team training; (II) difficulties faced in clinical practice; and (III) strategies used to humanize care. It was observed that the National Humanization Policy is poorly disseminated among nurses, being applied empirically. The main difficulties relate to structural limitations, lack of resources, and high staff turnover. However, sensitive practices stand out, such as skin-to-skin contact, colostrum therapy, and the use of nests and octopus-shaped devices, which strengthen the mother-baby bond and humanize care. It is evident that humanization depends on both structural and institutional conditions as well as the affective and ethical disposition of the team. It is concluded that humanization in the NICU is an ongoing process that requires continuous investment in training, professional development, and structural adaptation. The creation of listening spaces, the strengthening of continuing education, and participatory management are essential strategies for consolidating humanized practices, ensuring the well-being of the neonate, the family, and the nursing team.



Resumo Espanhol:

La atención humanizada en la Unidad de Cuidados Intensivos Neonatales (UCIN) es un tema importante que se refleja en los cuidados de enfermería. El objetivo de este estudio fue comprender las percepciones de las enfermeras sobre la humanización en una Unidad de Cuidados Intensivos Neonatales (UCIN). Para ello, se realizó un estudio de campo descriptivo y exploratorio con un enfoque cualitativo en un hospital público de referencia en el oeste de Paraná. Participaron tres enfermeras que trabajan en la UCIN. La recolección de datos se llevó a cabo mediante entrevistas semiestructuradas, y el contenido se analizó utilizando la técnica de análisis de contenido propuesta por Minayo (2012), lo que permitió la categorización de las declaraciones y su interpretación a la luz de la literatura científica. Los resultados revelaron tres categorías principales: (I) falta de conocimiento sobre humanización y capacitación de equipos; (II) dificultades que enfrentan en la práctica clínica; y (III) estrategias utilizadas para humanizar la atención. Se observó que la Política Nacional de Humanización está poco difundida entre las enfermeras, aplicándose de forma empírica. Las principales dificultades se relacionan con limitaciones estructurales, falta de recursos y alta rotación de personal. Sin embargo, destacan prácticas sensibles como el contacto piel con piel, la terapia con calostro y el uso de nidos y dispositivos con forma de pulpo, que fortalecen el vínculo madre-bebé y humanizan la atención. Es evidente que la humanización depende tanto de las condiciones estructurales e institucionales como de la disposición afectiva y ética del equipo. Se concluye que la humanización en la UCIN es un proceso continuo que requiere una inversión constante en capacitación, desarrollo profesional y adaptación estructural. La creación de espacios de escucha, el fortalecimiento de la formación continua y la gestión participativa son estrategias esenciales para consolidar las prácticas humanizadas, garantizando el bienestar del neonato, la familia y el equipo de enfermería.