Identidades de gênero e transexualidade: notas sobre o Processo Transexualizador do SUS e as políticas de identidade dos movimentos sociais de pessoas trans, travestis e transexuais

Cadernos de Gênero e Diversidade

Endereço:
Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
Salvador / BA
40240730
Site: https://portalseer.ufba.br/index.php/cadgendiv/index
Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Identidades de gênero e transexualidade: notas sobre o Processo Transexualizador do SUS e as políticas de identidade dos movimentos sociais de pessoas trans, travestis e transexuais

Ano: 2020 | Volume: 6 | Número: 2
Autores: A. L. C. Novo
Autor Correspondente: A. L. C. Novo | [email protected]

Palavras-chave: Transexualidade. Identidade de gênero. Política pública. Movimentos sociais

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Esse ensaio discute possíveis relações entre a implementação da política pública do Processo Transexualizador no Sistema Único de Saúde do Brasil e as políticas identitárias dos movimentos sociais de pessoas trans, travestis e transexuais para conformar novas experiências de corpo, sexualidade e identidade. Realizo uma reflexão sobre modos de identificação de gênero que atualizam e tensionam o próprio modelo médico de identidade transexual a partir da reorganização dos movimentos sociais de travestis e transexuais em torno da implementação e expansão desta política pública. Considero, para isso, o surgimento de homens trans no cenário de ativismo de travestis e transexuais como parte deste processo. Problematizo uma visão simplista dos efeitos do Processo Transexualizador como puramente normalizador e proponho entender que este tem efeitos contrários aos objetivos de controle biomédico das identidades trans na medida em que anima o próprio movimento social e seus agentes.