O presente estudo tem como objetivo analisar como a imagem de Marielle Franco articulada através da arte de rua se constitui em uma resistência contra a naturalização do sofrimento negro em uma perspectiva transnacional. Para isso, foi realizada um breve histórico da vida e morte de Marielle Franco, para depois apontar como sua imagem e nome se reproduziram pelo Brasil e mundo através do grafite de protesto, tornando-se uma imagem-mundo. Em seguida, foram apresentadas reflexões sobre as disputas de território travadas contra as intervenções artísticas da imagem de Marielle Franco. Ao final, concluiu-se que a imagem de Marielle se disseminou pelo mundo enquanto uma forma de resistência transnacional do povo negro, das mulheres e das pessoas LGBT e de diversos outros marcadores de diferença, mobilização política que questiona e traz à baila a naturalização da violência física e simbólica contra essas populações sob uma perspectiva global.