O objetivo deste estudo é identificar a prevalência da incapacidade para o trabalho e avaliar os fatores associados à incapacidade em relação aos transtornos mentais entre os trabalhadores da saúde e não trabalhadores da saúde no período pré e durante a pandemia da COVID-19. Trata-se de um estudo epidemiológico de corte transversal cuja análise se baseou em dados dos anos 2018 a 2022, coletados na base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponível pelo Centro Colaborador da Vigilância aos Agravos à Saúde do Trabalhador (CCVISAT). Os dados obtidos foram analisados com o auxílio dos softwares R Studio e Stata Versão (Stat Corp®). As variáveis que apresentaram p<0,2 nas análises bivariadas foram inseridas em um modelo de regressão de Poisson multivariado e os resultados apresentados em razões de prevalência (RP) e intervalos de confiança 95% (IC95%). Os resultados evidenciaram que os indivíduos do sexo feminino, de cor da pele branca, com nível superior completo apresentaram maior quantitativo no número de notificações de casos de transtornos mentais relacionados ao trabalho. A maioria dos casos que evoluíram com a incapacidade foram do sexo masculino, cor da pele (preta, amarela e parda), afastados do trabalho e/ou da causa do adoecimento e não profissionais da saúde e menor prevalência de incapacidade entre os de ensino fundamental/médio e autônomos/temporários. Diante disso, constata-se que o diagnóstico diferencial e a definição do nexo causal, são passos importantes, visto que permitem identificar as demandas para traçar ações para os serviços e programas, direcionando profissionais de saúde capacitados para o cuidado integral dos casos atendidos, sendo possível planejar medidas de intervenção que fortaleçam as ações de vigilância em saúde dos trabalhadores e busquem a prevenção do adoecimento mental e da incapacidade para o trabalho.
The objective of this study is to identify the prevalence of incapacity for work and evaluate the factors associated with incapacity in relation to mental disorders among health workers and non-health workers in the period before and during the COVID-19 pandemic. This is a cross-sectional epidemiological study whose analysis was based on data from the years 2018 to 2022, collected in the database of the Notifiable Diseases Information System (SINAN), available by the Collaborating Center for Surveillance of Health Diseases in Brazil. Worker (CCVISAT). The data obtained were analyzed with the aid of R Studio and Stata Version (Stat Corp®) software. The variables that presented p<0.2 in the bivariate analyzes were entered into a multivariate Poisson regression model and the results presented as prevalence ratios (PR) and 95% confidence intervals (95%CI). The results showed that female individuals, with white skin color, with a higher education degree, presented a higher number of notifications of cases of work-related mental disorders. The majority of cases that developed disability were male, skin color (black, yellow and brown), away from work and/or the cause of the illness and non-health professionals and a lower prevalence of disability among those with primary education /medium and self-employed/temporary. In view of this, it appears that the differential diagnosis and the definition of the causal link are important steps, as they allow identifying the demands to outline actions for services and programs, directing trained health professionals to provide comprehensive care for the cases attended, being It is possible to plan intervention measures that strengthen workers' health surveillance actions and seek to prevent mental illness and incapacity for work.
El objetivo de este estudio es identificar la prevalencia de incapacidad laboral y evaluar los factores asociados a la incapacidad en relación con los trastornos mentales entre trabajadores de la salud y no sanitarios en el período anterior y durante la pandemia de COVID-19. Se trata de un estudio epidemiológico transversal cuyo análisis se basó en datos del año 2018 al 2022, recolectados en la base de datos del Sistema de Información de Enfermedades de Declaración Obligatoria (SINAN), disponible a través del Centro Colaborador para la Vigilancia de Accidentes de Salud de los Trabajadores (CCVISAT). Los datos obtenidos fueron analizados con la ayuda del software R Studio y Stata Version (Stat Corp®). Las variables que presentaron p<0,2 en los análisis bivariados se insertaron en un modelo de regresión de Poisson multivariado y los resultados se presentaron en razones de prevalencia (RP) e intervalos de confianza del 95% (IC95%). Los resultados mostraron que los individuos de sexo femenino, de color de piel blanca, con nivel de educación superior, presentaron mayor número de notificaciones de casos de trastornos mentales relacionados con el trabajo. La mayoría de los casos que evolucionaron con discapacidad fueron varones, color de piel (negro, amarillo y moreno), alejados del trabajo y/o por causa de enfermedad y profesionales no sanitarios, siendo una menor prevalencia de discapacidad entre aquellos con educación primaria/secundaria y trabajadores autónomos/temporales. Frente a ello, se desprende que el diagnóstico diferencial y la definición del nexo causal son pasos importantes, pues permiten identificar demandas para delinear acciones de servicios y programas, direccionando a profesionales de salud calificados a brindar atención integral a los casos atendidos, posibilitando planificar medidas de intervención que fortalezcan las acciones de vigilancia de la salud de los trabajadores y busquen prevenir la enfermedad mental y la incapacidad para el trabajo.