Este artigo discute o processo de inclusão de crianças com autismo na escola regular, fundamentando-se na Constituição Federal de 1988 e na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008). O estudo aborda a escola como um espaço de valor constitutivo para o sujeito autista, permitindo a reordenação de sua estrutura psíquica e socialização fora do núcleo familiar. Analisam-se os desafios metodológicos e a necessidade de um olhar pedagógico individualizado, dado que os sintomas do transtorno variam entre os indivíduos. Além disso, o texto problematiza a lacuna existente entre o discurso teórico da inclusão e a realidade prática, marcada por preconceitos e exclusões indiretas. Conclui-se que a efetivação da inclusão na Educação Infantil exige formação continuada, redes de apoio e o cumprimento rigoroso das diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).