O estudo analisou a inclusão educacional em escolas públicas, entendida como reorganização institucional para remover barreiras de acesso, permanência, participação e aprendizagem. Delimitou-se identificar obstáculos recorrentes, explicitar exigências normativas e apontar caminhos de melhoria alinhados a currículos, avaliação e apoios. Realizou-se análise documental e estatística a partir de marcos internacionais e nacionais e de indicadores demográficos recentes, organizando categorias de análise (barreiras, direitos, obrigações e princípios pedagógicos) em matriz de evidências. Foram evidenciadas tensões entre direitos já positivados e rotinas escolares, com destaque para lacunas na institucionalização de adaptações, na coerência entre currículo e avaliação e na gestão de apoios; os dados demográficos recentes, ao estimarem 18,6 milhões de pessoas com deficiência (8,9%), reforçaram a urgência de respostas consistentes. Observou-se que a inclusão tornou-se verificável quando culturas escolares comunicaram pertencimento, políticas definiram responsabilidades e prazos e práticas traduziram tais compromissos em avaliação para a aprendizagem, feedbacks e oportunidades de revisão, apoiadas por protocolos simples para ajustes e monitoramento. Concluiu-se que reduzir a distância entre prescrição e prática exige ciclos de melhoria com diagnóstico participativo, poucas ações de alto impacto, acompanhamento próximo e institucionalização do que funciona, mantendo alta expectativa acadêmica para todos.