A inclusão escolar é um princípio norteador das políticas educacionais brasileiras, especialmente após a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. No município de São Paulo, que concentra a maior rede pública de educação infantil do país, o atendimento educacional especializado em Centros de Educação Infantil (CEIs) e Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) ainda enfrenta inúmeros desafios no acolhimento e desenvolvimento de crianças atípicas. Este artigo propõe analisar os principais obstáculos enfrentados pelas unidades educacionais da rede municipal paulistana no processo de inclusão escolar de crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades. Com base em uma pesquisa bibliográfica fundamentada nos estudos de Mantoan, Oliveira, Batista e nos documentos oficiais da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, investigam-se aspectos como a formação docente, a estrutura física das unidades, o trabalho colaborativo com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), o envolvimento das famílias e a escassez de recursos humanos especializados. O estudo aponta que, embora existam avanços legislativos e diretrizes municipais favoráveis à inclusão, na prática, persistem barreiras atitudinais, pedagógicas e estruturais que comprometem a efetividade do direito à educação inclusiva. O artigo também propõe caminhos possíveis para a superação desses desafios, como a formação continuada dos profissionais da educação infantil, a ampliação da equipe de apoio especializadae a valorização de práticas pedagógicas centradas nas potencialidades das crianças.